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Novo ensino médio?

Acabei de ver a... erm... "propaganda" governamental sobre o ensino médio. Basicamente, querem fazer uma grade curricular semelhante à dos EUA. Quando eu lá (no segundo grau) estava, pensava justamente nisso: poder escolher o que estudar de acordo com a faculdade que eu queria fazer (e fiz), sem nada que eu percebesse como desvio da minha rota ou perda de tempo, afinal, "não sei que utilidade tem saber anatomia no que vou fazer da vida". Mas o tempo passa e traz a sabedoria pra ficar e fazer criar juízo. Aprendi que não poderia questionar alguns remédios se não tivesse aprendido determinados nomes de elementos e misturas em aulas de Química. Aprendi que exercícios físicos, por menos sentido psicológico que façam e por mais dores físicas que tragam, nos ensinam ferramentas valiosas de vida em sociedade e trabalho em grupo - além de melhorar o estado dos nossos músculos. Aprendi que Filosofia não nos oferece nenhuma resposta, mas nos ensina a PERGUNTAR e BUSCAR RESPOS...

No tempo de Cristo

A alma parece estar velha e cansada. A paciência está longe de ser a mesma de anos atrás. Visão nítida é algo que já não me fazia parte da existência tem algum tempinho. O vigor físico também começa a pedir descanso e mandar lembranças lá do resort onde foi passar férias. Aprendizado? Vixe... Se for assunto desinteressante, então, é que fica quase impossível (e junta à já parca paciência, danou-se). Mas a mente está cada vez mais alerta. A experiência traz claridade aos pensamentos. A preguiça de fazer jogos me torna mais sincericida verda deiro , mas as feridas adquiridas ao longo da estrada ensinam a escolher adequadamente as batalhas em que entrar, as brigas a comprar e a ter uma "visão" de longo prazo! E, no topo de tudo... Inegável o bem que faz ao ego passar por tudo isso com um rostinho "original de fábrica" de menino recém-ingresso na facu...

Turn this house into a home...

Dia 23 de junho de 2002, minha família saiu da nossa casa no Feitosa, onde morei os primeiros dezoito-quase-dezenove anos da minha vida. Seu Lula tinha o sonho de morar de frente para o mar. Quando ele juntou uma quantidade considerável de dinheiro e se aproximava o início da aposentadoria da UFAL, ele nos levou tod@s para visitar obras de prédios. Nunca externei isso antes, mas eu não gostei nada da ideia. Estava em uma época de transição - deixando o pesadelo que foi a vida escolar pra trás e começando um processo de renovação psicológica para iniciar a faculdade como um novo cara -, e precisava de um porto seguro pro caso de tudo desmoronar. Como, infelizmente, eu não sentia minha família como este porto seguro, só me sobrou a casa, no conjunto onde eu amava habitar. Mas não havia modo de eu dizer nada disso em voz alta (e continuo sem dizer, estou A ESCREVER pela primeira vez), deixei rolar. Acho que não faria diferença alguma dizer que não queria me mudar, de qualquer maneira. ...

Up on the roof?

Uma dessas perguntas estranhas, para a qual a geral parece nunca ter certeza do que responder, é "qual o seu lugar favorito de sua casa?". A maioria de nós tem uma relação quase espiritual com sua casa, com seu lugar físico no mundo, fica parecendo que este tipo de pergunta é como se pedisse pra escolher um filho - claro, guardadas as devidas proporções. É fácil esquecer que uma casa (em geral) são vários compartimentos diferentes formando um conjunto que se espera ser coeso. Aquel@s que se aventuram a responder falam muito na sala de estar, onde podem ouvir sua música, ver sua novela, juntar uzamigo prum filme ou pro futebol; a sala de jantar, onde pode-se reunir a família e os amigos praquele almoço aos domingos; a cozinha, pra quem curte mostrar seus talentos (tenho inveja de quem sabe fazer uma soja legal); seu quarto, seu ambiente mais íntimo, de relaxamento após um dia estressante... Um lugar que eu nunca, jamais vi ser citado é a área de serviço. Nem parece que ela é p...

Sobre tecnologias e apetrechos... parte 2

Segundo - e talvez último - capítulo sobre minha saga com o aparelho Samsung Galaxy S3: Como sabemos, deixei meu smartphone na autorizada da Samsung para o devido reparo. Levaram três dias para me dizer o problema e dar o orçamento - ainda assim, porque EU liguei, não por retorno deles: tratava-se da queima do cristal da tela - e a Samsung não vendia apenas o cristal, mas o conjunto inteiro de tela (chamado por eles de "octa"). Como minha tela estava rachada, aceitei. Orçamento de trezentas dilmas. Eis que quatro dias depois, me ligam. Pensei logo "puxa, o celular está pronto, que bom". QUE NADA! A notícia é que o tal "octa" chegou, mas eles não fizeram nada em meu celular. O porquê: trata-se de um aparelho IMPORTADO, e o "octa" brasileiro supostamente não cabe nele, e eles não trabalham com peças importadas. Pausa para respiração. O pessoal da assistência sabia que se tratava de um aparelho importado de antemão, então, eles poderiam ter dito qu...

Sobre tecnologias e apetrechos...

Eu, um dia, me julguei um cabra analógico. Meus primos mangam de mim por ser sempre o último a "entrar na onda" (se bem que eu provavelmente fui o primeiro da família a ter um Facebook - apenas o último a utilizá-lo de fato). Eu reconheço que possuo certa resistência a novidades e um saudosismo meio irracional (só isso deve explicar eu amar vinis e ainda possuir VHS's). Mas uma outra ponta da minha personalidade talvez seja mais perigosa: eu sou um cabra aditivo - uma vez que eu estou "dentro" de algo, muito provavelmente eu esquecerei o mundo e não pensarei em mais nada. Viciado, mesmo. Ao longo da minha vida, posso imaginar várias coisas que me desligavam da realidade em níveis perigosos: videogames, dominó, jogos de cartas, canetas coloridas, fliperamas (eu quase me endividei com isso antes mesmo dos dezoito anos), comida, MSN, Orkut, Facebook, Whatsapp. Juntando estes parágrafos em um único caso: eu nunca fui alguém de ligar para celular. Nunca gostei nem de...

Pegando fogo...

Tive um sonho estranhíssimo, esta noite. Começou legal: eu finalmente tinha minha própria casa - feliz, feliz.Só não consegui me identificar ONDE se localizava. Estava eu a arrumar os móveis - com a ajuda de meu irmão(??!), quando aparece um Gurgel na "minha" porta a buzinar. Dentro, estava a minha vizinha real (que eu sequer sei o nome, coitada), me perguntando algo que não lembro. A respondi normalmente, quando olho para o lado, e vejo um cão completamente maltratado, bichinho. Pêlos enormes, cheios de nós, expressão derrotada, se deitou no meio da pista, como que desistindo. Na hora, deixei a moça e o Gurgel dela e fui até o cãozinho no cruzamento. E me aparecem dois cabras mal-encarados, a jogar um líquido no bichinho. Já estava indignado pela brincadeira sem graça, mas a indignação virou outra coisa quando percebi que o líquido era ÁLCOOL, e um deles havia acendido um isqueiro. Peguei uma pedra no chão e joguei na cabeça do rapaz com o isqueiro, e me atraquei com ele. Ma...
Eu não sei, exatamente, em que ponto da estrada foi que eu me perdi de mim. O que eu sei é que eu não consigo, mais, me encontrar. E será que vale a pena o esforço? Eu não lembro de alguma vez ter realmente gostado de qualquer versão do ser que eu fui - incluindo a atual - e já perdi a esperança na vida, mesmo... A grande questão talvez seja "o que fazer", então, já que tudo o que parece ter restado foi esperar o fim, mas este fim parece que não chegará tão cedo. Passei muito tempo me negligenciando para fazer outr@s felizes. Não deu certo. Resolvi focar em mim. Os resultados foram ainda piores. Tentei seguir as regras do "Cotidiano do Cidadão Comum", e essa parece ter sido a pá de cal sobre meu ID, meu Ego e meu Superego - não sou feliz nesta vida e não consigo enxergar outra forma. Me acostumei a dar com a cara nas portas que me interessam e bater, bater, bater... Eu não quero, mais, bater. Queria que, ao menos uma vez, me atendessem de bom grado, me deixassem ent...
Não é engraçado apontar alguém como uma pessoa reprimida e sem personalidade e, na primeira demonstração da existência de personalidade, você mesm@ corta o clima da criatura, interrompendo e recriminando? Ah, contra-senso e ironia... you're such a bitch!... Alguém deveria nos ensinar que o desinteresse expresso são as maiores formas de castração de uma pessoa.
Eu tenho um corpo deformado. É estranho, tem o tronco curto e as pernas grandes - a direita é ainda maior e mais grossa que a esquerda, pra aumentar o nível de esquisitisse. Pra piorar tudo, o conjunto tem que ser um horror. Feio de se ver. DEFORMADO DE TÃO GORDO. Eu tenho a barba do Brutus - não, não tenho, porque minha barba é falha, nem cheia é. NEM UMA BARBA EU CONSIGO FAZER DIREITO, NATURALMENTE. Eu tenho uma barbicha de quenga. Nunca vi uma quenga barbada (nem mesmo uma mulher barbada), mas com certeza é uma barbicha como a minha que ela carregaria. Aparentemente, quengas e eu carregamos um grande traço em comum: UMA IRRITANTE CARA DE CU. Eu tenho pouca consideração pelos sentimemtos alheios. Eu não me importo com o quão humilhante é para aqueles ao meu redor saberem que estou doente porque TENHO PRAZER EM FAZER CARA DE DOENTE, NÃO SEI AO MENOS FINGIR QUE NÃO SINTO DOR. É horrível para quem me acompanha se esforçar para ter uma experiência agradável, assim... E o que dizer da...

Década blogueira

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Nem parece, mas é real. Hoje, meu Cantinho completa uma década de existência, seis destes anos aqui no BlogSpot. Dez anos atrás, havia um garoto querendo se tornar um homem um tanto tardiamente e desajeitado, que se viu encantado pelo mundo novo que a internet proporcionava, e as possibilidades infinitas que a plataforma blog lhe dava para tentar colocar sua cabeça em ordem - um divã bem particular, a céu perigosamente aberto. Hoje há um homem relutante em sê-lo - não em hombridade, ou masculinidade (embora esteja bem longe de ser um Chuck Norris); falo de abandonar hábitos que se convenciona chamar infantis. Há um medo grande queimando por dentro, e palavras são mimetricamente pensadas antes de serem postas na "nuvem" (juro, este texto, NÃO, me propus a publicá-lo sem sequer revisar assim como me vier à cabeça às 2h30). Embora tenha se tornado um cara firme tanto em idéias e ideais como em práticas que não o tornaram das pessoas mais populares, também está tentando aprender ...

Amanhã é 28...

...e não sei, mais, em que ponto da minha vida eu me encontro. De verdade. ...e, talvez pela primeira vez, eu não sinta uma real conexão com este dia, como se fosse (realmente o é) um dia comum e qualquer. Apenas uma segunda-feira cheia de obrigações e bem preguiçosa. ... e se encerra um ciclo de vinte e oito dias em que levei muitas "bombas" na cara, e me dei conta dos anos que perdi me deixando levar pelas decepções e pelo medo de repetí-las, me acomodando em lugares ruins, que não me comportam, por ser mais confortável um local ruim, mas seguro, do que mais quedas pelos riscos. ...e me dei conta de que estou longe de onde almejei chegar, e não estou ficando mais jovem. Preciso me refazer. Preciso voltar ao menos cinco anos e resgatar o cara mais otimista de outrora. ...e é o dia perfeito para mais uma reinvenção.

Pesadelos

Uma noite, me vi transportado de volta à velha casa da rua Pedro Pedrosa, no Feitosa. A rua onde praticamente nasci epassei meus primeiros dezoito anos. Chegando na rua, a caminho de casa, vejo um garoto, nos seus 15, 16 anos. Estava tentando abrir a porta de uma casa que quase sempre está vazia. Embora meu pensamento fosse que se tratava de um movo morador, havia algo muito errado com ele - especialmente do jeito que ele eventualmente me olhou, inspirando desconfiança. Em casa, estavam Nylana, Alicinha e Matheus, ainda pequenos (como se eu tivesse 20 anos de novo), mais duas moças cujo rosto eu não conseguia ver (mas pareciam ser íntimas). Já era de noite, e estávamos vendo algo na televisão. Um barulho estranho me chama a atenção. Vou checar, e vejo o garoto ali, na porta da sala, tentando abrí-la com algo parecido com uma chave-mestra. Imediatamente grito com ele, tentando expulsá-lo, mas ele apenas se abala quando pego o celular e ligo para a polícia. Ele tira o objeto da fechadura...

Sobre um bichaninho...

Como devemos lidar com um evento muito ruim que acontece à nossa frente, e nós sabemos que poderíamos ter evitado de algum modo? Eu indiretamente matei um gatinho... Estou me sentindo muito culpado, totalmente responsável - realmente, o pior dos humanos. Ontem à noite, saí para passear com Hachi, meu cão. Quando estávamos voltando pra casa, no calçadão, apareceu um gatinho preto, filhotinho... bem lindinho. Ele viu Hachi e correu pra debaixo de um carro. Ainda pensei "Bichinho, com medo dum bestão que nem Hachi... espero que ele saia logo daí debaixo, para não ser atropelado." Então, virei as costas pra voltar pra casa. NA MESMA HORA que me virei, passaram duas moças por mim e entraram no bendito carro. Quando ouvi o barulho do motor, veio aquele "estalo". Eu tentei avisar, mas elas saíram com tudo da garagem. Eu vi o pneu passando por cima do pobrezinho. Ele começou a se debater todo, abriu bem a boca, mostrando os dentinhos e esbugalhou os olhos, foi horrível! Eu ...

Sobre uma velha estação de trem...

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Existe aquela estação ali, perdida, no meio do nada. Existe simplesmente por estar no caminho, no cruzamento de várias linhas. Os passageiros dos trens por lá passam. Alguns nela desembarcam e passam algum tempo. Apreciam a paisagem, lêem em sua biblioteca, apreciam suas obras de arte, ouvem os sons do ambiente. Os mais atentos aprendem novas coisas que podem levar para suas vidas. Tudo isso enquanto esperam (im)pacientemente pelos novos trens que os levarão aos seus reais destinos. Os funcionários da estação, por vezes, se revoltam. Se a estação é tão bela e aprazível como muitos dizem ser, por que ela está no meio do nada? Por que ninguém ali pára? Afinal, qual a função dela? às vezes, pensam em se rebelar, deflagrar uma greve, exigir tornar a bela estação "algo mais". Mas sempre caem em si e percebem o quanto isso seria inútil. Tal atitude apenas acarretaria em forçar aqueles que ali desembarcam a passar a fazer suas paradas em alguma outra estação mais para a frente....
Eu gosto de animais. Gosto MUITO de animais - mesmo dos que tenho medo (peçonhentos) ou dos que me fazem raiva (mosquitos, cupins e cães spinscher). Gosto mais de animais "irracionais" que dos "humaníssimos" seres humanos, nunca escondi nem neguei. Troco dez "pessoas" por um cachorro numa boa. Nem sei exatamente como foi que cheguei a ficar assim. Lembro de ter matado muito mosquito, barata, formiga, lagarta-de-fogo e cupim por aí na infância (e ter matado uma rata prenhe, uma vez - o que me doeu no fundo da alma). Nem penso muito, ajo instintivamente. Eu defendo animais. Eu me meto em encrencas na rua porque não admito que animais sejam maltratados na minha frente. Já roubei chicote de um idiota que maltratava seu cavalo numa carroça. Já arranquei estilingues de pivetes que atiravam pedras em passarinhos filhotes num ninho. Já tentei impedir que cobras fossem mortas. Não deixo que matem roedores e insetos na minha presença ( OK , me rendo, ainda faço exce...

J'ai la Musique en Moi!

Não tenho problema na minha vida, nenhum sonho idiota pra me fazer chorar. Nunca tenho medo ou preocupação, eu sei que sempre sobreviverei. Eu esquento, eu esfrio. Se alguma coisa entrar em meu caminho, eu desvio. Não deixo a vida me derrubar, eu a tomo do jeito que a achei. Eu tenho a música em mim, baby ! Dizem que a vida é um ciclo mas nem foi assim que eu achei. Eu vou seguindo em linha reta, com os pés firmes no chão. Eu esquento, eu esfrio. Tenho muitas coisas na minha cabeça e preciso dizê-las. Não deixo a vida me derrubar, eu agarro minha tristeza e brinco com ela. Eu tenho a música em mim, baby ! Me sinto funky , me sinto bem! Tenho que lhes dizer - ESTOU NA VIZINHANÇA, MUNDIÇA e vou voar como um pássaro!!! É melhor segurarem seus chapéus, querid@s e cantem, Cantem, CANTEM, CANTEM!!! Esquentem, esfriem - tenho meus versos e vou dizê-los. Não vou deixar a vida me derrubar - não deixem suas vidas lhes derrubarem! Vou agarrar meu blues e tocá-lo! Eu tenho a música em mim, baby !...

28 de julho

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Sua Data de Nascimento: 28 de Julho Você tem uma personalidade "Tipo A" tamanha que faz outros "tipo A" se encolherem de vergonha. Você nunca se intimida com a adversidade - e adora buscar resolver problemas impossíveis. Fracasso não é uma opção para você, e algumas pessoas são derrubadas pelo seu ego. Você tende a ser controlador, e odeia deixar alguma chance escapar. Seu ponto forte: Sua atitude ousada com a vida Seu ponto fraco: Você não aceita ajuda Sua cor: Bronze Seu símbolo: Pirâmide Seu mês mais favorável: Outubro O Que Significa Seu Aniversário? (TESTE EM INGLÊS!!!)

Em terapia - capítulo 1

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Em 13 de setembro de 2004, eu criei o Cantinho de uma Mente Perturbada... essa ferramenta, o "blog", me fascinava e intrigava, pois eu não sabia, ainda, exatamente de que tratava e etc., etc. e talz... mas animado com a qualidade e conteúdo do hoje chamado EnTHulho , decidi arriscar. Em algum tempo, o Cantinho logo se tornou meu espaço para me divertir, colocar as besteiras que encontro pela internet, me comunicar com amigos e travar contatos com outros blogueiros - alguns deles viriam a se tornar companheiros em aventuras conjuntas como o Cronch! (que, infelizmente, não exise, mais), o Escrevinhadores e os meus amados Culture Rangers ! Claro que o blog também serviu de espaço pra eu experimentar as reações a algumas poesias, desenhos... comentar meu cotidiano, fatos extraordinários, preferências artísticas e mesmo despejar minhas neuroses em vocês (eu sei que esta última caiu mal, mas fiquei em falta de um eufemismo). Blogar tem me ajudado bastante, na verdade. Eu brincav...

Sobre meninos e demônios...

Eu tinha 9 anos. Havia acabado de me mudar de Maceió para São Paulo para acompanhar meu pai, que estava fazendo doutorado na PUC e ficaria longos 4 anos – tempo demais para uma família ficar afastada. A terra me causou muitas estranhezas, era tudo muito grande, perigoso e opressor pra um garotinho que vivia livre, leve e solto na pequena, fresca, provinciana e (então) segura Maceió. Mas nada que não se esperasse adaptação no tempo apropriado. Dois dias depois da chegada, meu primeiro dia de aula no Colégio São Domingos. Cheguei no meio do segundo bimestre, literalmente “de para-quedas”. Mas despertei curiosidade geral no colégio – uma menina que estava sentada na carteira em que fui posto pela “tia” imediatamente me cutucou apenas para pedir “FALA”. Logo viriam aqueles que queria “corrigir a fala esquisita”... No Edifício Ana Capri, não foi muito diferente, mas foi mais fácil me enturmar. Por ser mais velho que a maioria dos garotos e mais centrado (além de relativamente bem-educado – ...