Cantinho de uma mente perturbada...: Julho 2010

Cantinho de uma mente perturbada...

Minha foto
Nome:



[[[[CRONCH!]]]]


Culture Rangers Revolutions - EU SOU O RANGER AZUL!!!

Escrevinhadores - Crônicas do Cotidiano
Orkut
MySpace
MySpace Music (EM CONSTRUÇÃO)

Powered by Blogger

quarta-feira, julho 28, 2010

Hoje em dia...

É bom... Não é grande? Não é demais? Não é agradável? Não é divertido? Não é assim, mesmo, hoje em dia?

Tem homens e mulheres em todo lugar; tem jazz em todo lugar; tem bebida em todo lugar; tem vida em todo lugar; tem alegria em todo lugar, hoje em dia...

Você pode curtir a vida que vive, pode viver a vida que curte - pode até se casar com Henrique, mas saracotear com o Marcos

E é bom... não é? Grande, não é? Demais, não é? Agradável, não é? Divertido, não é?
Mas nada permanece...

Eu sigo a noite, não suporto a luz. uando eu vou começar a viver de novo?

Um dia, eu voarei e deixarei tudo isso pra trás. Que mais esse tal de amor pode fazer por mim? Quando ele vai me deixar em paz? Pra que viver essa vida de sonho em sonho e enfrentar o dia quando o sonho acaba?...

Um dia, eu voarei - pra bem longe, voarei...

Em cinquenta anos ou coisa assim, tudo mudará, a gente sabe... Mas, oh, é o CÉU... HOJE EM DIA!



(Livremente inspirado em "Nowadays", de Fred Ebb e John Kander; e "One Day I'll Fly Away", de Joe Sample e Will Jennings)

sexta-feira, julho 02, 2010


CARTAS PARA JULIETA
LETTERS TO JULIET

(Estados Unidos, 2010)

Terça-feira fui ver este filme bonitinho sem muitas pretensões que não as de me divertir por um tempinho e relaxar a cabeça dos problemas. Por incrível que pareça, encontrei mais.
O filme é uma baba só: uma menina (Amanda Seyfried, ótima, como sempre) viaja com o noivo (Gael Garcia Bernal, atuação irreconhecível de tão ruim) para Verona. Mas logo o panaca deixa a menina sozinha, mais entretido com atividades profissionais que com a semi-lua-de-mel propriamente dita. É aí que a menina descobre a Casa de Julieta (sim, AQUELA Julieta), com um muro onde muitas pessoas deixam recados à espera de uma ajuda amorosa (seja qual for este amor).
Ao encontrar uma carta de mais de 50 anos, ela responde. E o inesperado acontece: a senhora que escreveu a carta (Vanessa Redgrave, meio irregular) corre para a Itália atrás do amor perdido, e ambas seguem buscando o moço.
Pois bem, o ponto de partida é interessante, e a estória se desenvolve bem - até lacrimejei no final do filme. Em alguns momentos, Claire, a personagem de Vanessa Redgrave, soltou estas pérolas que me fizeram refletir:

"A vida são os momentos caóticos."

Quantos de nós não planejamos nossas vidas e esperamos que tudo saia do jeitinho que imaginamos? Eu mesmo possuía tantos planos... inevitavelmente, poucos saíram da prancheta mental. Mas aqueles que o conseguem não raro falam do quão vazios se sentem - esse é o fato. A gente vive da bagunça, mesmo. São os momentos "bagaceira" que se tornam as histórias que contamos àqueles que vêm depois de nós - ou escrevemos em nossos blogs, ou comentamos no twitter.

"E e SE são palavras tão inofensivas quanto quaisquer outras; mas junte-as" - E SE - e elas terão o poder de te assombrar por todo o sempre."

Essas palavras saíram da boca de Claire, mas não são dela. São de Sophie (mais uma Sophie no currículo de Amanda Seyfried - a outra foi a descerebrada de MAMMA MIA!), em sua carta de resposta.
Vejo muitas pessoas se atormenetarem por conta de E SE... eu, mesmo, sou uma delas. E SE EU TIVESSE FEITO ISSO?... E SE EU NÃO TIVESSE FEITO AQUILO?...
Eu, particularmente, não me atenho a esses momentos. Sou bastante indeciso - peso, meço e reflito muito antes de tomar qualquer decisão. Mas invisto naquilo que decido para minha vida, após a decisão tomada, e não sou de me arrepender delas.
Passamos por perrengues nas nossas vidas, mas ao menos, sabemos que VIVEMOS. A vida é assim, mesmo, creio eu. A gente erra, se esborracha no chão, se recolhe pra lamber as feridas e aprender com o acontecido e segue em frente pra fazer a mesma burrada de novo - ou não. Mas ao menos nos arriscamos e descobrimos o que acontece, deixando para trás a necessidade do martírio do E SE... ao menos, assim eu tento viver - não é algo 100%, mas é o que eu julgo melhor. ^^
E vocês? Viram o filme? Refletiram algo, ou foi tudo bobeira minha? Contem aí, gente!!!
E então, Julieta? Que devo fazer?