Cantinho de uma mente perturbada...: Abril 2008

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quinta-feira, abril 17, 2008

O que é crueldade? O que é arte?

Olá, pessoas!!!
Como estão vocês? Espero que bem, obrigado!
Mais uma vez, estou aqui em Maceió, terrinha querida - embora esteja louco pra sair daqui de uma vez... :-P
Acabei de receber um e-mail de minha amiga Isadora Padilha, que acho mais que válido dividir com vocês... porque, mais que nos obrigar a rfletir, ele nos obriga a AGIR.
Olhem só estas singelas fotos...







Gostaram? Pois é... nem eu!
Tornando a história bem curta... um senhor de nome GUILLERMO VARGAS HABACUC mandou sua "obra de arte" para uma exposição na Nicarágua... a instalação? Um cachorro de rua, amarrado e deixado lá para morrer de fome e sede!!! E, como se pôde ver NINGUÉM FEZ NADA!!! Ficaram ali, olhando o pobre bichinho ficar com dores, nesse tipo de tortura... inominável, até!!!
O suposto artista ainda teve a audácia de se defender dizendo que a sociedade é hipócrita e faz pior com os seres abandonados - incluem-se aí humanos. OK, até dou um ponto para este senhor neste quesito - a sociedade realmente ignora tudo e todos os que estão à margem do que se pode ver das suas janelas, mas adora falar em "direitos humanos". Mas então, quer dizer que pra chamar a atenção pra situação dos meninos de rua, vamos ter que amarrar uma criança pelos braços e pernas e torturá-la, deixando-a morrer de inanição e de dor em plena galeria de arte?
A melhor do e-mail: A OBRA FOI ELOGIADÍSSIMA, E O HOMEM FOI CONVIDADO A REPETÍ-LA NA BIENAL CENTROAMERICANA DE ARTE!
Esse tipo de coisa realmente me pôs doente, agora... depois de chorar as pitangas que poderia chorar, tô colocando isto aqui no Cantinho - e espero que todos façam algo a respeito, mais do que refletir!
Passem para os seus amigos! Para os jornais locais, estaduais, nacionais, mundiais! Contactem as instituições protetoras dos animais que vocês conhecem!
Já há na internet uma petição online, como forma de tentar impedir que um ato cruel desses se repita em uma exposição tão prestigiosa como a Bienal Centroamericana de Arte - galera, por favor, assinem:

http://www.petitiononline.com/13031953/petition.html


Assim como eu estou tomando as medidas que estão em meu poder, espero que meus amigos também a tomem.
Até a próxima, gente!

quinta-feira, abril 10, 2008

Caciques

Oi, pessoal!
Como estão todos? Espero que bem.
No momento, estou no ônibus, "nesta noite escura que nem breu" (MAGNÓLIA REJANE, 2008), fazendo o trajeto Recife-Maceió - sim, estou voltando pro meu "aconchego", trazendo na mochila bastante "saudade", querendo um sorriso sincero, um abraço pra aliviar meu cansaço, e enfim... - pra passar o fim-de-semana recuperando as energias para a próxima rodada do Mestrado que ainda não faço oficialmente.
O que se faz numa viagem interestadual de ônibus? Geralmente, eu DURMO. Durmo e sinto fome quando o moço do lanche sobe no buses com sua enorme variedade de DOIS sanduíches e UMA coxinha e batata Ruffles e coca, guaraná ou água... que não como por desconfiança e por puro cuidado com meu corpitchão (maldita dieta!)...
Mas não é para falar de meus problmas com a balança, o espelho, com o vaso sanitário e adjacências que estou aqui. Estou aqui, neste momento, pra soltar mais um pouco da minha filosofia de banheiro que sempre permeou este singelo blog.
Em dado momento, minha grande amiga Magnólia me contou sobre uma viagem que fez com sua filha a sítio onde fica a tribo Paui Paka (espero ter escrito certo...), e seus relatos me trouxeram a seguinte reflexão:
Os índios possuem um estilo de vida que, definitivamente, passa longe do capitalismo e é tudo o que o comunismo prega ser (mas não é): um estilo de vida comunitário, onde todos são iguais a todos - embora cada um tenha a sua função bem definida, como uma colméia. Mas como mesmo um grupo de iguais precisa de alguém que fale por todos na hora de defender os interesses grupais, existem ali as figuras do pajé - o curandeiro e líder religioso, e a do cacique, que é a figura na qual me cntrarei, como o título do post já deve ter avisado a vocês.
Os caciques são os "líderes" da tribo. Não sei se são escolhidos primariamente pela tribo por questões democráticas (por alguma razão, eu duvido disso), mas o interessante é que ele abdica ali de seus interesses e passa, mais do que qualquer outro na tribo, a representar o seu povo, a defender as reinvidicações do seu povo.
Já pararam para pensar em como deve ser difícil ser um "autêntico indígena" no Brasil, nos dias de hoje? Em especial no nosso nordeste coronelista, onde muitos são capazes de tudo - tudo MESMO - para "se dar bem na vida"? Neste país onde muitos líderes comunitários são ameaçados, mortos, têm suas vidas destroçadas ou (para mim, o pior) são até publicamente humilhados por ir até onde for necessário para conseguir uma vida digna para seu povo, a vida de um cacique é, no mínimo, perigosa e difícil, especialmente se não se está preparado para garantir os direitos de seu povo, nem tem os meios (FUNAI? O que é FUNAI?).
Pois bem,. gente... estas terras tupiniquins já eram dos índios muito tempo antes de qualquer outro ser humano chegar aqui. por que, então, negamos a eles o direito de uma existência digna e ligada aos seus próprios valores?
Já pensaram que um cacique é tudo o que os nossos políticos partidários NÃO SÃO? E não falo apenas de Brasília, crianças... Pensem nisso com carinho...
Bem, nada mais a dizer, deixa eu ir, então... até Maceió, galera! 20h00, eu chego!

ps: Agradeço à minha amiga Magnólia Rejane (a própria citada mais acima) pelas agradáveis horas de viagem e pela conversa que está rendendo este post escrito dentro de um ônibus via celular. Grande beijo!