Cantinho de uma mente perturbada...

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sexta-feira, outubro 28, 2016

Novo ensino médio?

Acabei de ver a... erm... "propaganda" governamental sobre o ensino médio. Basicamente, querem fazer uma grade curricular semelhante à dos EUA.
Quando eu lá (no segundo grau) estava, pensava justamente nisso: poder escolher o que estudar de acordo com a faculdade que eu queria fazer (e fiz), sem nada que eu percebesse como desvio da minha rota ou perda de tempo, afinal, "não sei que utilidade tem saber anatomia no que vou fazer da vida".
Mas o tempo passa e traz a sabedoria pra ficar e fazer criar juízo. Aprendi que não poderia questionar alguns remédios se não tivesse aprendido determinados nomes de elementos e misturas em aulas de Química. Aprendi que exercícios físicos, por menos sentido psicológico que façam e por mais dores físicas que tragam, nos ensinam ferramentas valiosas de vida em sociedade e trabalho em grupo - além de melhorar o estado dos nossos músculos. Aprendi que Filosofia não nos oferece nenhuma resposta, mas nos ensina a PERGUNTAR e BUSCAR RESPOSTAS POR NÓS MESMOS.
E eram as matérias que eu mais odiava. Ainda são...
Pode parecer ignorância minha, mas eu vejo tal tipo de educação como uma ferramenta de criação de uma "sociedade-colméia", onde todos serão direcionados à "praticidade exclusiva", e ficar sem conhecimentos extras de grande valia, que os permitam QUESTIONAR, que os permitam CONTRARIAR. É o início de uma sociedade onde os interesses de quem estiver no topo ficam ainda mais escondidos, mesmo que evidenciados pela massa sendo manobrada para não ser nada além de mão-de-obra acéfala. Esta estratégia deste desgoverno, que eu jamais reconhecerei por sua total ilegitimidade, me parece tão clara que chega a me assustar. Viramos, definitivamente, mercadoria.
O Brasil precisa de muitas mudanças! Mas não esta. Tudo (OK... QUASE tudo) aquilo que se vê na escola mostra sua utilidade em algum ponto da vida. Pena que só trintão e no caminho de uma pós-graduação fui reconhecer isso.

quinta-feira, julho 28, 2016

No tempo de Cristo

A alma parece estar velha e cansada. A paciência está longe de ser a mesma de anos atrás. Visão nítida é algo que já não me fazia parte da existência tem algum tempinho. O vigor físico também começa a pedir descanso e mandar lembranças lá do resort onde foi passar férias. Aprendizado? Vixe... Se for assunto desinteressante, então, é que fica quase impossível (e junta à já parca paciência, danou-se).
Mas a mente está cada vez mais alerta. A experiência traz claridade aos pensamentos. A preguiça de fazer jogos me torna mais sincericida verdadeiro, mas as feridas adquiridas ao longo da estrada ensinam a escolher adequadamente as batalhas em que entrar, as brigas a comprar e a ter uma "visão" de longo prazo!
E, no topo de tudo... Inegável o bem que faz ao ego passar por tudo isso com um rostinho "original de fábrica" de menino recém-ingresso na faculdade. Sem precisar apelar ao demo de Dorian Grey! Vitória do povo de Deus e um pequeno alento deixado por Dona Genética.
Beijos a@s velh@s! :*

segunda-feira, setembro 07, 2015

Turn this house into a home...

Dia 23 de junho de 2002, minha família saiu da nossa casa no Feitosa, onde morei os primeiros dezoito-quase-dezenove anos da minha vida.
Seu Lula tinha o sonho de morar de frente para o mar. Quando ele juntou uma quantidade considerável de dinheiro e se aproximava o início da aposentadoria da UFAL, ele nos levou tod@s para visitar obras de prédios.
Nunca externei isso antes, mas eu não gostei nada da ideia. Estava em uma época de transição - deixando o pesadelo que foi a vida escolar pra trás e começando um processo de renovação psicológica para iniciar a faculdade como um novo cara -, e precisava de um porto seguro pro caso de tudo desmoronar. Como, infelizmente, eu não sentia minha família como este porto seguro, só me sobrou a casa, no conjunto onde eu amava habitar. Mas não havia modo de eu dizer nada disso em voz alta (e continuo sem dizer, estou A ESCREVER pela primeira vez), deixei rolar. Acho que não faria diferença alguma dizer que não queria me mudar, de qualquer maneira.
Enfim, houve a mudança, mas eu continuei indo para a casa do Feitosa sempre que podia. Andar de ônibus e fazer um curso de horários malucos me permitiram esta liberdade de não ter hora exata para chegar em casa. E ter uma cópia das chaves (das quais levei anos para me desfazer) me davam a liberdade de entrar lá e fazer o que eu quisesse, mesmo que brevemente. Eu voltava para buscar coisas que havia deixado lá de propósito, ou para refletir - ver aquela casa vazia, com algumas caixas cujo conteúdo ainda se iria decidir o que fazer a respeito, era estranho demais, dava uma sensação de vazio e abandono quase torturantes, mas era meio que algo pelo qual eu precisava passar - talvez como modo de me desapegar de vez da casa e seguir em frente.
Meu acesso à casa do Feitosa cessou de vez quando a casa foi vendida. Apesar de já ter mais de um ano carregando o status quo de "habitante da Ponta Verde", não consegui me habituar a tal - eu simplesmente não gostava de estar aqui. Fiz algumas amizades e encontrei pessoas legais no prédio em que habito, é verdade, mas nada me tirou a impressão de estar preso a uma "vida de plástico". Nada é "real", aqui. Há reis e rainhas demais pra um único reinado - acredite, já fui filho de síndico, eu sei BEM do que falo. Muita gente não é o que parece ser (tanto no sentido de decência como no monetário), muita gente se digna a falar contigo por mera "educação", outros se julgam em patamar tão alto que nem se dignam a lhe responder um "bom dia" ou segurar o elevador para lhe aguardar. Não é como no Feitosa, onde todo mundo dizia o que queria e bem entendia e, se houvesse problemas não resolvidos, ao menos, estavam expostos e havia certa fraqueza no ar - é o ambiente em que eu cresci e onde eu queria continuar vivendo!
Atualmente, minha impressão do bairro de Ponta Verde apenas se solidificou. É como São Paulo: uma cidade linda de se visitar, interessantíssima pra uma visita, um curso rápido, uma balada; um local horrível para morar. A vida de plástico transformou-se numa bolha, que foi diminuindo conforme fomos respirando o oxigênio que havia dentro, e agora, estou sufocando nela, ao sofrer uma pressão absurda para "me conformar" e me tornar o que se espera de um habitante de tão nobre bairro: um coxinha ou um destes que engole feijão carioquinha, mas arrota caviar. Se não rolou em treze anos, não vai rolar nunca. Simples assim.
Hoje, indo visitar minha tia, passei pela minha antiga casa. Quase chorei. Quem está lá não se importa com ela, definitivamente. A casa onde vivi mais da metade da minha vida mal está em pé. As paredes estão cheias de infiltrações e descascadas. Os pilares estão se desfazendo, com a estrutura de ferro exposta. O jardim lindo que dona Sassá cultivou com tanto cuidado foi exterminado e cimentado.
Cada vez que eu passo pela rua Pedro Pedrosa, me sinto cada vez mais sem referência - eu tenho uma casa, mas não tenho um lar. E onde eu tinha um lar, não é, mais, minha casa - e está desmoronando.

sábado, agosto 15, 2015

Up on the roof?

Uma dessas perguntas estranhas, para a qual a geral parece nunca ter certeza do que responder, é "qual o seu lugar favorito de sua casa?". A maioria de nós tem uma relação quase espiritual com sua casa, com seu lugar físico no mundo, fica parecendo que este tipo de pergunta é como se pedisse pra escolher um filho - claro, guardadas as devidas proporções. É fácil esquecer que uma casa (em geral) são vários compartimentos diferentes formando um conjunto que se espera ser coeso.
Aquel@s que se aventuram a responder falam muito na sala de estar, onde podem ouvir sua música, ver sua novela, juntar uzamigo prum filme ou pro futebol; a sala de jantar, onde pode-se reunir a família e os amigos praquele almoço aos domingos; a cozinha, pra quem curte mostrar seus talentos (tenho inveja de quem sabe fazer uma soja legal); seu quarto, seu ambiente mais íntimo, de relaxamento após um dia estressante... Um lugar que eu nunca, jamais vi ser citado é a área de serviço. Nem parece que ela é parte integrante do conjunto. Mas não julgo, ninguém é obrigad@.
Pessoalmente, o meu lugar favorito... é o meu banheiro.

- Mas o banheiro, Tom?
- Sim, o MEU banheiro.
- Mas cumaçin, num tô intendendu!...

Eu explico alegremente. Tenho a bênção de ter um pai que pode pagar um apartamento com suítes. Cada quarto tem o seu próprio banheiro - o que reduziu drasticamente a quantidade de atritos entre meu irmão e eu, enquanto morávamos juntos, por exemplo. Mas não falo apenas de tempo de banho ou da habilidade de manter um banheiro seco e perfumado que estou falando. Ter o mequisereiro é ótimo pra fazer minhas necessidades fisiológicas em paz e tomar um banho tranquilo e arrumar do jeito que eu quiser. Mas a coisa é mais profunda que isso.
Meu banheiro é meu espaço particular. É onde eu fico profunda e completamente SÓ e posso tentar por os pensamentos em ordem. Quem mais vai entrar num banheiro ocupado? OK, talvez dona Sassá e Seu Lula... Mas enfim!
Quando estou desarvorado, irritado, com vontade de matar alguém, ou simplesmente precisando de silêncio, é pro meu banheiro que vou. Levo o telefone com um cartão de memória cheio de músicas e textos, pego um livro, vou ao meu banheiro, tranco a porta, me deito no chão, ponho o fone no ouvido e esqueço do mundo. Carole King tem seu telhado, eu tenho meu banheiro. #mindêxem

domingo, julho 26, 2015

Sobre tecnologias e apetrechos... parte 2

Segundo - e talvez último - capítulo sobre minha saga com o aparelho Samsung Galaxy S3:
Como sabemos, deixei meu smartphone na autorizada da Samsung para o devido reparo. Levaram três dias para me dizer o problema e dar o orçamento - ainda assim, porque EU liguei, não por retorno deles: tratava-se da queima do cristal da tela - e a Samsung não vendia apenas o cristal, mas o conjunto inteiro de tela (chamado por eles de "octa"). Como minha tela estava rachada, aceitei. Orçamento de trezentas dilmas.
Eis que quatro dias depois, me ligam. Pensei logo "puxa, o celular está pronto, que bom". QUE NADA! A notícia é que o tal "octa" chegou, mas eles não fizeram nada em meu celular. O porquê: trata-se de um aparelho IMPORTADO, e o "octa" brasileiro supostamente não cabe nele, e eles não trabalham com peças importadas.

Pausa para respiração.

O pessoal da assistência sabia que se tratava de um aparelho importado de antemão, então, eles poderiam ter dito que não trabalhavam com este tipo e aparelho no momento em que eu fui lá deixar o aparelho, então, não engoli a pataquada.

Nova pausa para respirar.

Esculhambei ao telefone. Soltei todos os cachorros, do vira-latas aos pitbulls, passando especialmente pelos pinschers. E ainda ameacei caso eles me cobrassem um centavo que fosse.
Após o expediente na FAPEAL, parti para a assistência, onde fui recebido com um sorriso amarelo e meu aparelho empacotado. Envio e-mail para a Samsung do Brasil. Resposta: "nao trabalhamos com aparelhos estrangeiros." Envio e-mail para a Samsung dos EUA. Resposta? NENHUMA! Me corrôo por este ser o segundo strike desta empresa de m***a...

Momento flashback: em maio de 2013, em viagem a Nova Iorque, seu Lula me comprou o tal do smartphone. Especificamos que queríamos um aparelho desbloqueado, e pagamos por tal. Por se tratar dum aparelho que só aceita microchips, não pude experimentar a telefonia no momento - nem a pau que eu iria cortar algum dos meus chips e fazer cagada! Enfim, na volta ao Brasil, compro um chip, corto e... TELEFONE BLOQUEADO! E-mail para a loja, e-mail para a Samsung do Brasil, e-mail para a Samsung dos EUA. Resultado? Todos tiraram seus corpitcho corporativos fora. E eu fiquei sem base jurídica, porque o aparelho não fora comprado aqui, eu estava fora da jurisdição do CDC. Tive que desembolsar cento e cinquenta dilmas pra desbloquear um aparelho que fora pago para VIR desbloqueado. Primeiro strike da Samsung, folks!

De volta ao presente, saio da autorizada. Na cabeça, uma dúvida: o que fazer, agora, já que, com ou sem vício, preciso de um smartphone? Compro outro, mesmo sem um centavo na conta corrente e nada planejado para isso na poupança? Procuro algum local não autorizado para arriscar um conserto (ah, não me condenem, o aparelho já tem dois anos e a autorizada não fez p***a nenhuma)? Na cabeça, uma certeza: Samsung, NUNCA MAIS NA VIDA!

quarta-feira, julho 15, 2015

Sobre tecnologias e apetrechos...

Eu, um dia, me julguei um cabra analógico. Meus primos mangam de mim por ser sempre o último a "entrar na onda" (se bem que eu provavelmente fui o primeiro da família a ter um Facebook - apenas o último a utilizá-lo de fato). Eu reconheço que possuo certa resistência a novidades e um saudosismo meio irracional (só isso deve explicar eu amar vinis e ainda possuir VHS's).
Mas uma outra ponta da minha personalidade talvez seja mais perigosa: eu sou um cabra aditivo - uma vez que eu estou "dentro" de algo, muito provavelmente eu esquecerei o mundo e não pensarei em mais nada. Viciado, mesmo. Ao longo da minha vida, posso imaginar várias coisas que me desligavam da realidade em níveis perigosos: videogames, dominó, jogos de cartas, canetas coloridas, fliperamas (eu quase me endividei com isso antes mesmo dos dezoito anos), comida, MSN, Orkut, Facebook, Whatsapp.

Juntando estes parágrafos em um único caso: eu nunca fui alguém de ligar para celular. Nunca gostei nem de telefone. Qualquer conversa com mais de um minuto já me cansa, a orelha começa a doer e minha atenção se esvai e a paciência abandona o recinto (grande parte dos problemas de comunicação com seu Lula vêem do fato de ele AMAR falar ao telefone e eu sempre ser louco pra desligar o aparelho). Sou tão fã do aparelho que eu não raro o esquecia em casa e só me dava conta quando precisava telefonar pra alguém.
Até o dia em que Vitor fez pressão e seu Lula me comprou um smartphone.
Não foi amor à primeira vista. De modo algum. Este eu deixava deliberadamente em casa, até por medo de ser assaltado. Mas eventualmente, eu conectei meu e-mail profissional ao aparelho. O Twitter, também (embora eu o use menos que esporadicamente). Para o Facebook, foi um pulo. Com um pouco de "pressão piolhóide", instalei o Instagram. E o Whatsapp. Ah, o Whatsapp... a maior fonte de pressão de Vitor pela compra do aparelho. Lembrou-me muito do MSN (embora eu ache que dar meu número de telefone é algo extremamente invasivo). Quando dei por mim, o computador de casa virou artigo pouco usado e eu estava com o smartphone quase grudado na cara do minuto em que acordo ao segundo em que durmo.
Quer dizer... FICAVA! Aparentemente, o hábito foi forçado a se desfazer na sexta-feira, quando a tela do aparelho não acendeu, mais, mesmo com o aparelho ligando. Choro. Ranger de dentes. Desespero.
Ontem à tarde, deixei "meu bebê" na assistência técnica. A depender do defeito, mandarei fazer o serviço ou terei de comprar outro aparelho. Optando pela segunda alternativa, terei que desembolsar trinta dilmas apenas para pagar para que abram meu celular. É mole?
Enfim, estou numa mini-crise de abstinência. Olhando para todos os lados à procura do "meu bebê", checar notificações... Não estou completamente desamparado: meus dumbphones estão na ativa, mesmo que isso signifique ser obrigado a botar telefone no ouvido e exercitar a minha parca paciência e o resfriamento das minhas orelhas.

terça-feira, maio 12, 2015

Pegando fogo...

Tive um sonho estranhíssimo, esta noite.
Começou legal: eu finalmente tinha minha própria casa - feliz, feliz.Só não consegui me identificar ONDE se localizava.
Estava eu a arrumar os móveis - com a ajuda de meu irmão(??!), quando aparece um Gurgel na "minha" porta a buzinar. Dentro, estava a minha vizinha real (que eu sequer sei o nome, coitada), me perguntando algo que não lembro. A respondi normalmente, quando olho para o lado, e vejo um cão completamente maltratado, bichinho. Pêlos enormes, cheios de nós, expressão derrotada, se deitou no meio da pista, como que desistindo.
Na hora, deixei a moça e o Gurgel dela e fui até o cãozinho no cruzamento. E me aparecem dois cabras mal-encarados, a jogar um líquido no bichinho. Já estava indignado pela brincadeira sem graça, mas a indignação virou outra coisa quando percebi que o líquido era ÁLCOOL, e um deles havia acendido um isqueiro.
Peguei uma pedra no chão e joguei na cabeça do rapaz com o isqueiro, e me atraquei com ele. Mas o outro tratou de tacar fogo no bichinho, e jogou álcool em mim.
Deixei o primeiro cara caído no chão e fui me acertar com o segundo - e ele tascou o isqueiro aceso em mim. Eu nem me senti queimar, nem nada. Eu me preocupava mais com o pobre cão, que sequer reagia. Não gritava, não corria... permanecia lá, deitado, queimando. Eu gritei por ajuda, muita gente apareceu nas portas, mas NINGUÉM fez coisa alguma, nem por mim, nem pelo cão...
...e eu acordei. 2h37 da matina e a droga do ar condicionado ligado em 25°C. O que raios foi isso???

Alguém que analisa sonhos pode me ajudar?