Cantinho de uma mente perturbada...: Julho 2015

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domingo, julho 26, 2015

Sobre tecnologias e apetrechos... parte 2

Segundo - e talvez último - capítulo sobre minha saga com o aparelho Samsung Galaxy S3:
Como sabemos, deixei meu smartphone na autorizada da Samsung para o devido reparo. Levaram três dias para me dizer o problema e dar o orçamento - ainda assim, porque EU liguei, não por retorno deles: tratava-se da queima do cristal da tela - e a Samsung não vendia apenas o cristal, mas o conjunto inteiro de tela (chamado por eles de "octa"). Como minha tela estava rachada, aceitei. Orçamento de trezentas dilmas.
Eis que quatro dias depois, me ligam. Pensei logo "puxa, o celular está pronto, que bom". QUE NADA! A notícia é que o tal "octa" chegou, mas eles não fizeram nada em meu celular. O porquê: trata-se de um aparelho IMPORTADO, e o "octa" brasileiro supostamente não cabe nele, e eles não trabalham com peças importadas.

Pausa para respiração.

O pessoal da assistência sabia que se tratava de um aparelho importado de antemão, então, eles poderiam ter dito que não trabalhavam com este tipo e aparelho no momento em que eu fui lá deixar o aparelho, então, não engoli a pataquada.

Nova pausa para respirar.

Esculhambei ao telefone. Soltei todos os cachorros, do vira-latas aos pitbulls, passando especialmente pelos pinschers. E ainda ameacei caso eles me cobrassem um centavo que fosse.
Após o expediente na FAPEAL, parti para a assistência, onde fui recebido com um sorriso amarelo e meu aparelho empacotado. Envio e-mail para a Samsung do Brasil. Resposta: "nao trabalhamos com aparelhos estrangeiros." Envio e-mail para a Samsung dos EUA. Resposta? NENHUMA! Me corrôo por este ser o segundo strike desta empresa de m***a...

Momento flashback: em maio de 2013, em viagem a Nova Iorque, seu Lula me comprou o tal do smartphone. Especificamos que queríamos um aparelho desbloqueado, e pagamos por tal. Por se tratar dum aparelho que só aceita microchips, não pude experimentar a telefonia no momento - nem a pau que eu iria cortar algum dos meus chips e fazer cagada! Enfim, na volta ao Brasil, compro um chip, corto e... TELEFONE BLOQUEADO! E-mail para a loja, e-mail para a Samsung do Brasil, e-mail para a Samsung dos EUA. Resultado? Todos tiraram seus corpitcho corporativos fora. E eu fiquei sem base jurídica, porque o aparelho não fora comprado aqui, eu estava fora da jurisdição do CDC. Tive que desembolsar cento e cinquenta dilmas pra desbloquear um aparelho que fora pago para VIR desbloqueado. Primeiro strike da Samsung, folks!

De volta ao presente, saio da autorizada. Na cabeça, uma dúvida: o que fazer, agora, já que, com ou sem vício, preciso de um smartphone? Compro outro, mesmo sem um centavo na conta corrente e nada planejado para isso na poupança? Procuro algum local não autorizado para arriscar um conserto (ah, não me condenem, o aparelho já tem dois anos e a autorizada não fez p***a nenhuma)? Na cabeça, uma certeza: Samsung, NUNCA MAIS NA VIDA!

quarta-feira, julho 15, 2015

Sobre tecnologias e apetrechos...

Eu, um dia, me julguei um cabra analógico. Meus primos mangam de mim por ser sempre o último a "entrar na onda" (se bem que eu provavelmente fui o primeiro da família a ter um Facebook - apenas o último a utilizá-lo de fato). Eu reconheço que possuo certa resistência a novidades e um saudosismo meio irracional (só isso deve explicar eu amar vinis e ainda possuir VHS's).
Mas uma outra ponta da minha personalidade talvez seja mais perigosa: eu sou um cabra aditivo - uma vez que eu estou "dentro" de algo, muito provavelmente eu esquecerei o mundo e não pensarei em mais nada. Viciado, mesmo. Ao longo da minha vida, posso imaginar várias coisas que me desligavam da realidade em níveis perigosos: videogames, dominó, jogos de cartas, canetas coloridas, fliperamas (eu quase me endividei com isso antes mesmo dos dezoito anos), comida, MSN, Orkut, Facebook, Whatsapp.

Juntando estes parágrafos em um único caso: eu nunca fui alguém de ligar para celular. Nunca gostei nem de telefone. Qualquer conversa com mais de um minuto já me cansa, a orelha começa a doer e minha atenção se esvai e a paciência abandona o recinto (grande parte dos problemas de comunicação com seu Lula vêem do fato de ele AMAR falar ao telefone e eu sempre ser louco pra desligar o aparelho). Sou tão fã do aparelho que eu não raro o esquecia em casa e só me dava conta quando precisava telefonar pra alguém.
Até o dia em que Vitor fez pressão e seu Lula me comprou um smartphone.
Não foi amor à primeira vista. De modo algum. Este eu deixava deliberadamente em casa, até por medo de ser assaltado. Mas eventualmente, eu conectei meu e-mail profissional ao aparelho. O Twitter, também (embora eu o use menos que esporadicamente). Para o Facebook, foi um pulo. Com um pouco de "pressão piolhóide", instalei o Instagram. E o Whatsapp. Ah, o Whatsapp... a maior fonte de pressão de Vitor pela compra do aparelho. Lembrou-me muito do MSN (embora eu ache que dar meu número de telefone é algo extremamente invasivo). Quando dei por mim, o computador de casa virou artigo pouco usado e eu estava com o smartphone quase grudado na cara do minuto em que acordo ao segundo em que durmo.
Quer dizer... FICAVA! Aparentemente, o hábito foi forçado a se desfazer na sexta-feira, quando a tela do aparelho não acendeu, mais, mesmo com o aparelho ligando. Choro. Ranger de dentes. Desespero.
Ontem à tarde, deixei "meu bebê" na assistência técnica. A depender do defeito, mandarei fazer o serviço ou terei de comprar outro aparelho. Optando pela segunda alternativa, terei que desembolsar trinta dilmas apenas para pagar para que abram meu celular. É mole?
Enfim, estou numa mini-crise de abstinência. Olhando para todos os lados à procura do "meu bebê", checar notificações... Não estou completamente desamparado: meus dumbphones estão na ativa, mesmo que isso signifique ser obrigado a botar telefone no ouvido e exercitar a minha parca paciência e o resfriamento das minhas orelhas.