Cantinho de uma mente perturbada...: Julho 2008

Cantinho de uma mente perturbada...

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segunda-feira, julho 28, 2008

Quarter-life crisis...

Estou dirigindo pela Mário de Gusmão no tipo de manhã que dura toda a tarde - cheio de melancolia.
Mais quatro saídas pro apartamento de meus pais mas estou tentado a continuar a partida e deixar tudo pra trás - porque, de vez em quando, me questiono sobre a conseqüência de uma vida sem julgamentos.

Estou vivendo direito?
Estou vivendo direito?
Estou vivendo direito?
Por quê, Maceió, por quê?


Aluguei um apê, baguncei os espaços e escrevi muito para tentar me sentir em casa - mas mesmo acompanhado eu me sinto só. Talvez seja a "crise de quarto de idade", ou apenas a excitação da minha alma.
De qualquer maneira de vez em quando, me questiono sobre a conseqüência de uma vida sem julgamentos.

Estou vivendo direito?
Estou vivendo direito?
Estou vivendo direito?
Por quê, Recife, por quê?


AGORA EU TENHO UM SORRISO, MAS ELE ESCONDE AS SUPERSTIÇÕES QUIETAS NA MINHA CABEÇA. NÃO ACREDITE EM MIM QUANDO EU DIGO QUE TENHO TUDO ARRANJADO...

Todos são estranhos, mas este é o perigo de seguir meu próprio caminho - é o preço a se pagar...
Mas "tudo acontece por uma razão" - o que nào me impede de me questionar se eu estou vivendo direito?
Estou vivendo direito?
Estou vivendo direito?
Por quê, Maceió, por quê?



(Livremente inspirado em "Why Georgia", de John Mayer)

domingo, julho 20, 2008

Tragégia inusitada na vida de um Macho

Com Grande Respeito à Tradição Gaúcha







Andava mijando errado
Com as urina em atraso
Era uma gota no vaso
Três ou quatro na lajota
Quando não era nas bota
Na bombacha ou nos carpim
Eu mesmo, mijando em mim
Que tamanha porcaria
E o meu tico parecia
Uma mangueira de jardim

O pensamento mandava
O pau não obedecia
Quando a bexiga se enchia
Eu mijava à prestação
Pro banheiro, em procissão
Uma ida atrás da ôtra
Numa mijada marota
Contrastando com meu zelo
Pra beber, era um camelo
E pra mijar, um conta-gota

Depois de passar um bom tempo
Convivendo com esse horror
Me fui atrás de um doutor
Que atendesse meu pedido
Me desse algum comprimido
Pra mim empurrar goela abaixo
Tenho certeza, não acho
Que bem antes que eu prossiga
É importante que eu diga
Que não deixei de ser macho

Mas buenas, voltando ao causo
Que é natural que eu reclame
Depois de um monte de exame
De urina e ecografia
E até fotografia
Da minha arma de trepá
Me obrigaro desaguá
Ajoelhado num pinico
E me enfiaro um troço no tico
Que me dói só de lembrá

Ainda dei o meu sangue
Pros vampiro diplomado
Pensei que tinha acabado
Só me faltava a receita
Já tinha uma idéia feita
Me trato e adeus, doutor
Recupero o mijador
Nem sonhava em concluir
Que alguém iria invadir
Meu buraco cagador

Fiquei bem contrariado
Tomei um baita dum choque
Quando me falaram em toque
Achei bem desagradável
Pra um macho é coisa impensável
Um dedão campeando vaga
No lugar que a gente caga
Vejam só o meu dilema
O pau é que dá problema
E o meu cú é que paga

Tentei todos argumentos
Me esquivei o quanto pude
Mas se é pra o bem da saúde
Não deve me fazer mal
Expor assim meu anal
Fazer papel de mulher
Nem tudo que a gente quer
Tá de acordo com os planos
Fui derrubando meus panos
E se salve quem puder

De cotovelo na mesa
A bunda véia empinada
No cú não passava nada
Nem piscava de apertado
Mas era um dedo treinado
Acostumado na bosta
E eu, que nunca dei as costa
Pra desaforo de macho
Pensava, de pinto baixo
O pior é se a gente gosta

Pra mim foi mais que um estupro
Aquilo me entrou ardendo
E então eu fiquei sabendo
Como se caga pra dentro
Aquele dedo nojento
Me atolando sem piedade
Me judiou barbaridade
Que alívio quando saiu
Garanto pra quem não viu
Que não vou sentir saudade

Enfiei a roupa ligeiro
Com vergonha e desconfiado
Vai que o doutor abusado
Sem pena das minhas prega
Chamasse um outro colega
Pra uma segunda opinião
Apertei o cinturão
Fiz uma cara de brabo
Dois mexendo no meu rabo
Aí seria diversão

Depois daquela tragédia
Que pior pra mim não tem
Não comentei com ninguém
Pra evitar o falatório
Se alguém fala em consultório
Me bate um pouco de medo
Não faço nenhum segredo
Dessa macheza que eu trago
Mas cada vez que eu cago
Me lembro daquele dedo


(Autor desconhecido)

sábado, julho 12, 2008

All That You'll Be

As folhas do outono ficam marrons, assim como os sonhos que se esvaem. Mas a primavera sempre chega e fica até o primeiro dia de verão.
E eu espero que jamais chegue um tempo em que a vida pareça passar pelos seus olhos - pois você precisa perceber que tudo na vida vai mudar, que com todo arco-íris há chuva, nada permanece o mesmo. Os anos passarão e nós cresceremos, mas uma coisa você sempre saberá: que eu lhe amo agora por tudo o que você é E TUDO O QUE VOCÊ SERÁ.

Mesmo que não tenhamos tudo, tínhamos tudo o que precisávamos. Você sabe que eu sempre estarei por perto, mesmo longe. Você pode duvidar, mas no fundo, sei que acredita.
O futuro é impossível de se prever. Mas não importa o que nos tornemos, você será parte de mim - pois tudo na vida vai mudar, que com todo arco-íris há chuva, nada permanece o mesmo. Os anos passarão e nós cresceremos, mas uma coisa você sempre saberá: que eu lhe amo agora por tudo o que você é E TUDO O QUE VOCÊ SERÁ.

Você nào precisa se preocupar com nada... nós estamos seguindo caminhos diferentes, mas, no fundo, somos os mesmos - e eu amarei TUDO O QUE VOCÊ SERÁ... tudo na vida vai mudar, que com todo arco-íris há chuva, nada permanece o mesmo. Os anos passarão e nós cresceremos, mas uma coisa você sempre saberá: que eu lhe amo agora por tudo o que você é e tudo o que você se tornará - porque EU AMO QUEM VOCÊ É E TUDO O QUE VOCÊ SERÁ...

(Livremente inspirado em "All That You'll Be", de Emma Bunton)